terça-feira, 14 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Alguma coisa está fora da ordem!
A convocação está no site do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina:
Beleza. Cumprindo o Estatuto, o Sindicato convoca a Assembleia da categoria para formar a Comissão Eleitoral e deliberar sobre TODO o processo relativo às eleições. Até aí, tudo parece bem, certo? Mas vamos para outra matéria também postada no site do SJSC, copiada na íntegra conforme está na página:
A mesma matéria que nos remete ao Estatuto do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (http://www.sjsc.org.br/estatuto.asp), infelizmente, aponta também para a maneira arbitrária como vem sendo conduzido o nosso Sindicato. Se ainda não aconteceu a eleição da Comissão Eleitoral, como podem já estar definidas a forma de votação e as datas das eleições? A Assembleia da Categoria é SOBERANA e suas decisões serão executadas pela Comissão Eleitoral que é RESPONSÁVEL pelo processo. Nosso Sindicato coloca novamente as decisões de diretoria, acima da vontade da categoria. Alguma coisa está fora da ordem, certamente.
É a partir da Assembleia Geral Extraordinária dos Jornalistas, que se realiza nesta sexta-feira, 10, às 10 horas, que podemos garantir que o processo eleitoral não tenha antecipações inexplicadas e inaceitáveis.
O QUÊ: Assembleia Geral Extraordinária dos Jornalistas
QUANDO: Sexta, dia 10, às 10 horas
ONDE: Mini-auditório da FECESC, Avenida Mauro Ramos, 1624, Centro, Florianópolis.
"EDITAL DE CONVOCAÇÃO
Pelo presente Edital ficam convocados os associados do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, para Assembléia Geral Extraordinária a realizar-se em Florianópolis no dia 10 de junho de 2011 no Mini-auditório da FECESC, na Avenida Mauro Ramos 1624, Centro, às 10 horas em primeira convocação, com o número regulamentar, e às 10h30min, em segunda e última convocação, com qualquer número de associados presentes a fim de deliberar sobre a seguinte Ordem do dia:
1 – Discussão e Eleição da Comissão Eleitoral, conforme regulamento eleitoral previsto no Estatuto do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Santa Catarina;
2 – Encaminhamentos.
Florianópolis, 23 de maio de 2011.
Rubens Lunge
Presidente"
http://www.sjsc.org.br/noticias_det.asp?cod_noticia=1510
Beleza. Cumprindo o Estatuto, o Sindicato convoca a Assembleia da categoria para formar a Comissão Eleitoral e deliberar sobre TODO o processo relativo às eleições. Até aí, tudo parece bem, certo? Mas vamos para outra matéria também postada no site do SJSC, copiada na íntegra conforme está na página:
"Assembléia dia 10, definirá comissão eleitoral para eleição no SJSC em 2011
06/06/2011 - Todos os associados ao Sindicato dos jornalistas estão convocados a participar da assembléia geral extraordinária que acontece nesta sexta-feira, dia 10, às 10 horas, no Mini-auditório da FECESC. A assembléia vai discutir e eleger a Comissão Eleitoral, responsável por todo o processo eleitoral, assim como decidir demais encaminhamentos. Conforme Estatuto (acese o Estatuto aqui), a comissão eleitoral deve ser formada por três membros titulares e três suplentes sindicalizados sendo que somente um diretor de um Sindicato poderá participar.
A votação para nova diretoria vai acontecer por internet, nos dia 25 e 26 de agosto, 30 dias, antes do término da atual gestão, que acontece em setembro. Cada diretoria tem mandato de três anos.
Participe!
(O Mini-auditório da FECESC fica na Av. Mauro Ramos, 1624, - Centro - Florianópolis. )
Autor: Silvia Agostini Pereira (MTb/SC 3890 JP)"
http://www.sjsc.org.br/noticias_det.asp?cod_noticia=1518
A mesma matéria que nos remete ao Estatuto do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina (http://www.sjsc.org.br/estatuto.asp), infelizmente, aponta também para a maneira arbitrária como vem sendo conduzido o nosso Sindicato. Se ainda não aconteceu a eleição da Comissão Eleitoral, como podem já estar definidas a forma de votação e as datas das eleições? A Assembleia da Categoria é SOBERANA e suas decisões serão executadas pela Comissão Eleitoral que é RESPONSÁVEL pelo processo. Nosso Sindicato coloca novamente as decisões de diretoria, acima da vontade da categoria. Alguma coisa está fora da ordem, certamente.
É a partir da Assembleia Geral Extraordinária dos Jornalistas, que se realiza nesta sexta-feira, 10, às 10 horas, que podemos garantir que o processo eleitoral não tenha antecipações inexplicadas e inaceitáveis.
O QUÊ: Assembleia Geral Extraordinária dos Jornalistas
QUANDO: Sexta, dia 10, às 10 horas
ONDE: Mini-auditório da FECESC, Avenida Mauro Ramos, 1624, Centro, Florianópolis.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Se pode lá, por que aqui não?
Alagoas é um pequeno estado no nordeste brasileiro com pouco mais de 3 milhões de habitantes. Sem qualquer demérito ao seu povo, que traz inscrita em sua cultura a tradição histórica, guerreira e valente de Zumbi dos Palmares, Alagoas é um dos estados brasileiros economicamente mais pobres e mais desiguais do país. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Alagoas é o pior do país, ficando na marca de 0,677. Não por acaso, é o estado com o maior índice de analfabetos do Brasil (25,7% da população) e onde ocorre o maior número de casos de mortalidade infantil: 48.2% dos nascidos vivos morrem em decorrência das péssimas condições de vida.
Este é o cenário onde os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Fernando Collor de Mello (PTB), entre outros, são os donos da imprensa escrita, falada e ouvida. E é nesse mesmo estado que um combativo sindicato de jornalistas construiu e conquistou, ao longo dos anos, um piso salarial decente para seus trabalhadores.
A partir de maio de 2011, os jornalistas de Alagoas passam a ter como piso salarial o valor de R$ 2.324,05, o maior da categoria no país. A contraproposta patronal foi aprovada pelos jornalistas alagoanos em abril deste ano. O piso de R$ 2.324,05 é para a jornada de trabalho diária de 5 horas. Além do salarial, a categoria terá um reajuste de 7% nas diárias, 7,2% no auxílio-creche, 20% de gratificação por editoria e 15% de gratificação aos que executam dupla função.
Enquanto isso, em SC...
Enquanto isso, na desenvolvida Santa Catarina, os jornalistas, que tem um piso de R$ 1.395,68, passaram por uma situação inusitada: a ausência da campanha salarial para elevar o piso. Como já havia fechado um acordo para dois anos em 2009, a atual direção do sindicato dos jornalistas preferiu viajar o estado numa suposta campanha salarial para estabelecer um piso diferenciado para os assessores de imprensa, no valor de R$ 2.500,00.
Perguntamos: é interessante um piso diferenciado para assessores de imprensa? É certo que cada vez mais profissionais encontram emprego nessa área. O problema é que não há como estabelecer esse piso para o segmento em geral. Explico a seguir.
O piso salarial dos jornalistas só existe porque é acordado entre o sindicato profissional (SJSC) e os sindicatos patronais que representam as empresas de rádio, jornal, revistas, TV etc. Ou seja, é celebrada uma Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) entre os sindicatos laboral e patronal.
No caso do reivindicado piso para assessores de imprensa, com quem o sindicato vai assinar uma convenção? A resposta é: com ninguém. Não existe sindicato patronal das empresas que prestam serviços de assessoria de imprensa. Então não existe CCT. Se não existe CCT, não existe piso.
O máximo que o sindicato pode fazer é celebrar Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs). É praticamente a mesma coisa, com uma diferença importante: o ACT é celebrado entre o sindicato dos jornalistas e a empresa (isso mesmo, no singular!) em questão.
Por exemplo, para igualar, através do piso, os salários dos jornalistas que trabalham nas prefeituras municipais do estado, o Sindicato dos Jornalistas deveria celebrar 293 Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs), um com cada prefeitura. Se fossem incluídas as Câmaras de Vereadores, seriam 586 ACTs. Isso sem contar as agências, sindicatos, empresas, ONGs e todas as outras instituições que empregam jornalistas em Santa Catarina.
Você poderia perguntar: minha empresa não assinou acordo com o sindicato, mas me paga o piso. Por que isso ocorre? Porque todas as outras organizações que contratam jornalistas utilizam a nossa CCT como referência.
A direção do sindicato, sabe-se lá por quê, está viajando o estado em uma campanha salarial fantasiosa. Ou será que existe possibilidade de firmarmos centenas e centenas de acordos, acreditando que todos os envolvidos aceitarão um novo piso de R$ 2.500,00?
Embora seja legítimo que lutemos também pela valorização do trabalho dos jornalistas em assessoria de imprensa, qual o critério para dizer que o trabalho do assessor de imprensa deve valer quase o dobro do jornalista de redação? Ambos não estão com jornadas extensas? Ambos não estão com acúmulo nas funções? Ambos não são igualmente explorados?
Está na hora do nosso sindicato mudar a maneira como vem conduzindo as campanhas salariais. É mais oportuna a mobilização coletiva da categoria por um piso decente para todo e mobilizar seriamente por um piso decente para toda a categoria, sejam assessores, repórteres, cinegrafistas, fotógrafos ou qualquer outra função.
Como se faz isso? Com muito trabalho, com campanhas de filiação, com propostas concretas, com unidade e com presença nos locais de trabalho. É hora de lutar por um piso decente para todos os jornalistas de nosso estado. Sabemos as imensas dificuldades. Mas se é possível em Alagoas, por que não seria aqui?
Jornalista Profissional -
Twitter: @leonelcamasao
quarta-feira, 18 de maio de 2011
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